Desde que este blog, o Essencial – curta a vida, foi ao “ar” estamos informando sobre o aumento de veganos ou vegetarianos, consequentemente, o mercado empreendedor que atende este público ou quem se alimenta de forma saudável também cresceu. A confirmação veio através do Jornal Correio Popular, que informou oficialmente, que a busca por alimentos mais saudáveis tem impulsionado o segmento de produtos orgânicos que praticamente não sentiu a crise e ainda cresceu.  A notícia ainda confirma que isto aconteceu na Região Metropolitana de Campinas (RMC), que envolve 19 municípios do interior paulista, mas a tendência é válida para o mercado nacional conforme já divulgamos através dos números nacionais por aqui, com a pesquisa feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). E tem mais,na região de Campinas, houve até mesmo um crescimento no índice de agricultores certificados, que permaneceu acima da média em São Paulo.

Os depoimentos confirmam os números também. Embora um pouco mais caros, há consumidores para atender e a demanda só aumenta. O levantamento do Conselho Brasileiro de Produção Orgânica (Organis) indica que 41% dos brasileiros evitam os alimentos orgânicos para não sacrificar o orçamento familiar. O estudo divulgado em junho deste ano, aponta  também, que 72% dos consumidores frequentes também consideram os preços como um dos obstáculos para o aumento das compras. Reconhecidamente, os orgânicos são mais caros que os produtos vendidos na modalidade convencional. Nas feiras especializadas em Campinas, as alfaces dos tipos lisa, mimosa e crespa são encontradas por R$3,50 a unidade, valor acima dos praticados por feiras livres e nos supermercados. Nas grandes redes, a alface crespa pode ser comprada por R$2,00, em média. Outros produtos como, salsa, hortelã, brócolis e berinjela, chegam a ter os preços equiparados, mas as maiores variações são encontradas em alimentos cuja valorização é extremamente dependente do volume e da qualidade da safra industrial do País.

Para quem tem o orçamento apertado, fazer a feira semanal somente com orgânicos está fora dos planos, mas os depoimentos confirmam que sempre acabam levando alguns itens, só o volume e quantidade que passam a ser menores. Neste caso, os produtores Irmãos Souza, empresa familiar e que há 14 anos se dedica aos orgânicos revela que o faturamento vem basicamente  dos resultados nas feiras; três vezes por semana em Campinas e um dia na sede do sítio, em Jaguariúna, cidade também do interior do Estado. Ainda segundo os irmãos, que também atendem algumas lojas específicas do ramo, a quantidade ainda é pouca, mas tende a aumentar e os preços são mais baixos ainda para o consumidor conhecer e saborear. Eles declaram também, que este contato do produtor com o consumidor é essencial e muito importante para quem zela pela qualidade e diversidade. Para eles esta tendência de alta já vem se confirmando há três anos seguidos.

Os bons ventos nas lavouras orgânicos são confirmados por mais dezenas de outros produtores. Eles dizem que as vendas têm aumentado entre 20 e 30% ao ano,conforme afirma o proprietário da Vila Yamaguishi, também presidente da Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região (ANC). O agricultor orgânico não usa herbicida, então é tudo manual, arrancamos o mato com a mão, declara ele, Romeo Mattos Leite. Mas isso também gera benefícios, não somente pela qualidade de vida, como de emprego e renda, segura o homem no campo, evitando que ele vá para a cidade formar mais favelas, conta o produtor e presidente da Associação, que conta com 35 colaboradores contratados.

A produção natural amplia a capacidade nutricional  

A agricultura convencional usa apenas 13 nutrientes, enquanto a natural somam ao todo, 45. Isso não significa que a horta e plantio natural não apresente riscos à saude. Apresentam sim, toxinas naturais presentes na composição de frutas, verduras e grãos, mas indiscutivelmente são muito mais saudáveis. E apesar das toxinas naturais representar também pequenos riscos à Saúde, os alimentos são indispensáveis ao corpo humano.

O pesquisador da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), da secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, amplia a informação dizendo que os produtos orgânicos apresentam vantagens como com a presença do Lítio, que faz bem para quem tem bipolaridade, indicado também para o Alzheimer, com a ingestão de pepino, couve-flor, tomate, maça, leite e ovos. Na comparação com os produtos convencionais, os orgânicos podem conter mais que o dobro do índice de lítio.

A proporção é a mesma para outras substâncias, como o magnésio e o potássio; ferro, cálcio, fósforo e zinco. Estes possuem entre 60% e 90% de ganho nos alimentos agroecológicos.

Apesar dos perigos invisíveis, como com as bactérias e pedir por melhor higienização, os orgânicos, indicam que 64% das pessoas consomem orgânicos porque acreditam que sejam mais saudáveis. Destes, 86% declaram que o selo Produto Orgânico Brasil, garante metodologia no plantio  e a indicação da origem. É muito importante saber da onde vem os orgânicos, dos produtores e profissionais que se dedicam ao assunto  ou de uma criação doméstica de fundo de quintal.

O pesquisador faz parte deste universo, ou seja, de consumidores que não abrem mão dos agroecológicos. ” Busco na alimentação orgânica uma qualidade nutricional melhor, porque hoje as pessoas se alimentam, mas não se nutrem, vide os casos de obesidade e diabetes que a gente tem, finaliza o pesquisador.

 

Fontes de informações: Jornal Correio Popular, Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA)   e do Conselho Brasileiro de Produção Orgânica e Sustentável, (Organis), Vila Yamaguishi e Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região (ANC).